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08/03/2018 - Vigilância em Saúde de Fernando de Noronha alerta para grande quantidade de focos do Aedes Aegypti

O mutirão da Vigilância em Saúde de Fernando de Noronha está em campo desde o início de fevereiro para fortalecer as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. As ações de rotina são realizadas durante todo o ano e, nos meses que antecedem as chuvas, são intensificadas. Os agentes sanitários e de endemias percorrem todos os bairros da ilha para identificar e coibir focos do mosquito. As Vigilâncias Ambiental e Sanitária utilizam o larvicida biológico BTI, aliado ao trabalho de pulverização dos atomizadores, além das ovitrampas (armadilhas de captura de ovos do mosquito) e a destruição, propriamente, de acúmulos de água.
Durante a ação do mutirão, o gerente da Vigilância em Saúde, Carlos Diógenes Filho, diz-se preocupado por causa da grande quantidade de focos do mosquito que estão encontrando. Ele acredita que o fato se deve a um certo relaxamento por parte da comunidade em relação à prevenção. “Provavelmente isso está acontecendo pelo tempo em que a doença não assola a população, visto que o último caso de dengue foi registrado em julho de 2016, ano em que também tivemos um surto de arboviroses (dengue e chikungunya)”, observa Carlos.

Agentes de saúde da ilha reforçam que a colaboração das pessoas é de extrema importância. Basta seguir os cuidados já tão divulgados, como, por exemplo, não deixar qualquer tipo de objeto e equipamentos propícios ao acúmulo de água. Mas o período de chuvas é, de fato, o mais preocupante, por isso Carlos Diógenes enfatiza que é preciso se preparar bem. “Sempre que temos muita chuva, aumenta o número de casos por conta do costume da população de guardar entulhos nos quintais. Ainda temos o agravante de recebermos muitos turistas e alguns já chegam aqui em Fernando de Noronha com os sintomas da doença, ou seja, estes podem trazer subtipos do vírus da dengue, da zika ou da chicungunya”, alerta.

No quintal de uma pousada no bairro da Floresta Nova, a funcionária Lucilene Almeida conta que independentemente das chuvas, existem decorações fixas na área externa do estabelecimento que são monitoradas constantemente. “Temos uma fonte e vazos no jardim, por isso a gente está sempre trocando e verificando se há água parada. Além disso, também lavamos e colocamos tela (ovitrampas) nas caixa d’água”, afirma.

ROTINA – O larvicida é colocado em todos os reservatórios de água e em pontos de acúmulos de água que não podem ser destruídos. Ele não mata o mosquito adulto, apenas ovos e larvas. A Vigilância em Saúde de Fernando de Noronha divide sua equipe por áreas de atuação, onde cada agente é responsável pelo monitoramento e controle dos possíveis focos do Aedes Aegypti.

Texto: Taíza Novaes

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